
Já fui tão magoada que hoje em dia tudo me sooa falso. Nunca sei se as pessoas estão sendo sinceras ou não comigo. Pra mim qualquer um seria incapaz de me amar. Eu não gosto mais de atenção, nem de ser paparicada. Já passo a época de precisar de alguém que esteja disposto de fazer isso por mim. Na verdade talvez seja por que as vezes -quase sempre- sou chata e faço as pessoas de afastarem, justamente por isso, por exigir tanto das pessoas esse carinho que me falta. Nunca disse que era perfeita, na verdade estou bem longe disso. Nunca tive esse aspecto de “princesinha” como algumas garotas por ai. Sempre fui a moleca, que sai correndo pela rua de pé no chão, não liga se quebra uma unha, prefere calça do que vestidos. Sempre achei amizades masculinas mais sinceras, nunca me dei bem com as “populares” da escola. Estava sempre na turma dos “excluídos” aqueles que por mais que sejam motivo de chacotas, são os mais verdadeiros. Não tenho medo do que os outros vão pensar, para mim o que importa é o que eu sou não o que pensam. Nenhum dia o meu sonho foi ser a princesinha, corretinha. Vejo muito mais graça em ser a vilã da historia. Aquela que não quer viver dentro de um padrão criado pela sociedade. Aquela que não ta nem ai se vai ser julgada ou não. Apenas segue em frente fazendo o que acha que é melhor. Meu príncipe nunca foi assim tão perfeito, ela ta mais pra um sapo. Talvez um Sherek bem ogro mesmo, que não liga pra romantismo e fofuras. Que esta mais preocupado em me fazer rir, mas que sabe me dar carinho na medida certa. Para me fazer ficar interessada, me fazer ter vontade de conquistar. Sempre fui daquelas que os garotos correm, o tipo de guria que toma iniciativa, que intimida. Daquelas que qualquer moleque tem medo de se aproximar. Bizarra, talvez seja o melhor adjetivo pra mim. E me orgulho disso, melhor ser bizarra e com atitude do que ser daquelas que vivem com medo. Medo de ser quem é de verdade, que fica a vida inteiro se escondendo atras de máscaras. Máscara pra que, pra evitar se machucar? O fundamento de tudo é isso, me machucar, ter cicatrizes, historias pra contar. Sair por ai se apaixonar por uma pessoa que tu nunca tinha visto antes, ter a cara de pau de dar seu telefone pra um estranho. Morrer de amores, depois de uma semana dizer que ele era o amor da sua vida. Na semana seguinte se apaixonar por outro. Curtir a adolescência, pra depois não olhar pra traz e pensar “Eu deixei de fazer muita coisa. E agora?” O bom da vida é envelhecer e poder falar “minha vida valeu apena, não me arrependi de nada, fiz tudo que eu quis!” Hoje em dia não tenho mais medo das pessoas, sei que cada vez que me aproximar de alguém corro o risco de me machucar. Mas a vida é feita disso de correr riscos. Quem nunca correu riscos é por que nunca viveu. É bom sentir isso, adrenalina. É o que nos move, o que me move. Sentir na pele a consequência dos meus atos, sendo bons ou ruins. Não importa, no fim tudo vai se tornar uma experiencia unica. Se der errado, foda-se, servirá de aprendizado. Se der certo, melhor ainda, significa que o que eu planejei deu certo. No fim tudo vale apena e as melhores lembranças vem daquilo que deu errado. Daquilo que um dia nos fez chorar, nos fez querer voltar no tempo e mudar, que nos fez chorar. Mas que hoje nos faz rir.
Vanessa, Transcrevendo Sentimentos.

“As coisas seriam mais fácil se eu pudesse controlar meus sentimentos, se eu pudesse escolher a pessoa certa para amar, para poder ficar junto a mim. Poder escolher quem entra, quem fica e quem sai de minha vida. Tudo seria mais simples se eu pudesse decidir por quem me apaixonar e ser correspondida, para depois não ter que sofrer tudo que eu sofri até então. Poder controlar meu coração, que por tantas vezes me deixou na mão quando não ouvia o que eu tinha a dizer, quando não me obedecia. Que sempre se apaixonava fácil demais, se entregava fácil demais, mas quando era para esquecer, não esquecia. Levava tempo, dias ou até mesmo meses. E eu não quero mais perder tempo, não tentando me reconstruir depois de mais uma decepção amorosa. Cansei-me desses sentimentos que adentram meu coração, não pedem passagem e nem permissão, e quando percebo, já é tarde demais. Cansei-me dessas pessoas que entram em minha vida, a bagunçam e quando eu preciso de ajuda, se vão. Sem mais, sem menos. Elas me deixam tendo que me virar sozinha, tendo que arrumar toda a bagunça que deixaram. E eu estou cansada disso. Pois é sempre isso que acontece, meu coração sempre faz a escolha errada e quem sofre as conseqüências de sua escolha, sou eu. Eu quem sofro pela perda, eu quem passo noites chorando. Eu que sinto um aperto no peito e uma saudade imensa. […] Eu queria poder ter controle desses meus sentimentos, desse meu coração que tem mania de amar demais. Pois assim não teria mentiras, não teria ilusões e muito menos decepções da minha parte. Mas infelizmente o coração é independente, um órgão involuntário que não pode ser controlado. Que é capaz de transformar aquela pessoa que você nunca pensou em sentir algo, naquela que você vai precisar para ser feliz; naquela pessoa que você vai amar com todas as suas forças. Pois o coração é tolo, ele sempre vai escolher aquela pessoa que parece certa para ele, mas que você sabe que é errada.” — Amanda Resende (fr-agments)

“Há alguns dias atrás enquanto caminhava em direção à minha casa, te encontrei sentando naquela mesma praça em que nos conhecemos. Passara tanto tempo e eu ainda pude sentir meu coração palpitar em meu peito ao te ver, e no fundo eu sabia que nunca te esqueci. Um sorriso se formou em meus lábios, aquele velho sorriso que você dizia ser o mais bonito. Mas o mesmo desapareceu segundos depois ao ver uma bela garota aproximar-se de ti e lhe beijar. Aquele pequeno e frágil que coração que até a pouco pulava de alegria, despedaçou-se mais uma vez. Logo as lágrimas pediram passagem, tentei-me manter forte para que você não vesse que mesmo depois de tudo, eu ainda me importava com você. E nesse instante pude perceber que nada adiantaria, você permaneceria em meu coração. […] Quando pensei que nada mais poderia dar errado, dei-me conta que ao lado dela você estava feliz. Bem mais feliz do que demonstrava ser quando estava comigo. Aquele sorriso que eu tanto amava – e ainda amo – nasceu em seus lábios e eu pude perceber que você já nem se lembrava de mim mais. Outra garota tomou o meu lugar, aquele na qual você dizia que ninguém tomaria. Agora outra garota lhe fazia sorrir como eu fazia, assim como eu sempre tentei fazer. Agora outra garota poderia lhe ver dormir, te tocar, te sentir. Agora você tinha outra garota para amar. O que mais dói é perceber que criei falsas esperanças em pensar que um dia você iria me ligar pedindo para voltar. Dói perceber que enquanto eu ainda permaneço vivendo no nosso passado, você já seguiu com sua vida. Dói saber que você já encontrou o amor em outra pessoa, que encontrou a felicidade que eu ainda tento buscar sem você. Mas nenhuma dor poderia ser comparada com aquela quando a gente vê que a pessoa amada pode ser feliz sem você. Aquela maldita dorzinha que insiste em permanecer em meu peito. Que machuca, corta e sufoca. Que nos faz querer gritar, fugir, desistir. Mas nenhuma dor é grande o suficiente para me fazer deixar de te amar. Nada do que aconteceu foi o suficiente para fazer-me lhe esquecer. E nesse dia eu pude perceber que eu ainda te amo com todas as forças que ainda me restam.” — Amanda Resende (fr-agments)

Como em um constante conto de fadas minha vida se encontra. Todas as manhãs levanto-me e visto uma pesada armadura. Luto diariamente com grandes e ferozes dragões, criados por meus medos, frutos da imaginação. Ao final do dia, depois de grandes sofrimentos, me deparo com um lindo príncipe, de beleza estonteante e coração maior que o mundo. Porém eu não sou a princesa desse príncipe. Meu castelo é de areia e eu sou apenas uma plebeia invisível, sonhadora, mas completamente imperceptível.

O meu maior pesadelo começa quando eu abro meus olhos. Quando eu coloco os meu pés em movimento e saio pela porta da minha casa para começar mais um dia rotineiro nessa minha vida monótona e sem brilho algum. E como se todo dia eu virasse a página de um livro de folhas brancas. A escrita foi apagada e não há mais ninguém que se candidate a escrevê-las junto comigo novamente. Todos os dias ao amanhecer junto cada pedaço meu por mais pequeno e insignificante que seja apenas para me dar força para continuar, sem fraquejar ou desistir. Puxo no olhar a vista mais bonita do dia para me dar inspiração. Colho no mais belo dos jardins dessa cidade cinza de poluição a rosa branca mais linda e cheirosa para dar perfume e paz ao meu dia. Tento manter distância das sobras na intenção de fazer algum raio de sol atingir-me, deixando-me quente e aconchegante no meio das brisas frias que se movimentam antes de uma chuva de verão. Procuro de todas as maneiras dar ânimo a mim mesma e fazer com que o meu dia não seja mais uma perda total de tempo. Faço de mim um personagem da vida real; procura encontrar o caminho certo da minha historia em cada passo que dou. Vou caminhando sem cessar, sem entrar em atalhos. Quero viver cada momento que a mim foi descrito. Vou deslocando-me cabisbaixa para não olhar nos olhos alheios e perder a noção da realidade. Subo cada degrau minuciosamente sem pressa para não correr o risco e tropeçar e descer escada a baixo e depois ter que começar a caminhada novamente. Encontro no meio da indiferença e falsidade uma mão amiga para me segurar. Olho para os dois lados ao atravessar uma avenida para que nenhum apressado sem destino me atropele fazendo-me ter que desistir das coisas antes do tempo. Como já dito, faço do impossível possível para não perder a coragem. […] Tiro as reticências e coloco vírgulas, muita vírgulas mais nunca vou chegar a um ponto final. Não terei um final precoce; e quando parecer que a minha história estiver chegando ao seu final, você irá se surpreender com um “continua”. Laura. d!raivosa.